segunda-feira, 17 de abril de 2023

A chuva

Numa segunda, a gentileza da chuva
- que se apresenta com certa timidez
aos ares, sobre nossos encantos - 
rega nossos sonhos com sensatez.

E limpa, e lava, e renova
As flores destes vastos campos
Que se espalham antes da aurora
E florescem como lindos sonhos.

E a chuva caía 
Tocando o corpo e alma
Cada gota, sublime e calma
Penetra e lava a rua vazia.

E assim sendo
Um som único e belo
A chuva dança com o vento
Tornando o momento sublime e singelo.

Sobre o Autor:
Charles Vale Ramos Júnior tem 33 anos, além de escrever poesias é apaixonado por Informática e Basquete. Um dia resolveu criar este blog para compartilhar seus versos e outras coisas mais.

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.
Cecília Meireles